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TEREZA COSTA D’AMARAL - Uma lutadora pelos direitos dos deficientes

Por que você abraçou a causa dos Portadores de Deficiência ?

Eu tive uma irmã com deficiência e um sobrinho com Síndrome de Down. Como sempre me interessei pelas questões sociais do país, o modo que encontrei para ajudar a comunidade foi através da política social para deficientes. Transformei a convivência muito alegre com eles em algo que não fosse pessoal e sim pelo sonho de participar da construção de um novo país.

Que dificuldades você enfrentou por ser mulher ?

Percebi que existe um protótipo para quem trabalha com esse público. Um preconceito que desenha essa mulher como gorda, mais velha e mal amada. Por lidarmos com caridade e assistência, eles acham que a mulher deve ser assim, a mais infeliz de todas. Encontrei dificuldades. Certa vez, ao me apresentar a um ministro, ele perguntou? “Tudo bem, mas ela já está chegando?” Ou seja, por ser jovem, bem vestida, bem amada e alegre, ele não acreditou. Estava esperando uma “Tiazona”..O grande desafio foi romper esse estigma na mulher que trabalha com Deficiente.

Quais são as suas principais qualidades ?

Sou determinada e se não consigo hoje, amanhã vou conseguir. Sou fraterna, leal, muito ciosa das minhas condições e do meu conhecimento. Isso me dá muito prazer. Ser fraterna, ter conhecimento e acreditar no que eu conheço. Tenho prazer no que eu posso dar aos outros. Gosto de ser amiga de todos e cultivar essa amizade na vida faz parte do meu ser, o que é muito importante. Além disso, eu procuro sempre romper paradigmas e padrões através de eficiência e competência. Ao encerrar meu período de 4 anos no Governo Sarney , fui ao Ministro do Planejamento agradecê-lo por tudo. Ele era tido como difícil e pão duro, porém tivemos apoio total. Ele me disse “Tereza, nesses anos eu passei a te respeitar e a te admirar. Tive medo de você me chatear, me pedir favor e usar seu prestígio pessoal, porém se portou como alguém super profissional e eficiente.”


Como você administra a vida pessoal com a profissional ?

Sou casada, tenho uma filha de 22 anos e o meu marido é professor de filosofia e sonha em se dedicar nesse trabalho, já que é também advogado. Sou bem resolvida quanto à família. Mesmo quando trabalhava a semana toda em Brasília, jamais enfraqueci o contato com ela. Uma vez, minha filha tinha 7 anos e me perguntou: “Mãe, se eu fosse cega você ia gostar mais de mim ?” Esses momentos serviam para conversar e não para afastar. Como dona de casa, administro com naturalidade os afazeres. Uma coisa é sagrada: nunca deixei de sair de férias uma vez por ano. Como confio na minha equipe, posso me dar esse tempo...

Onde você encontra seu equilíbrio e harmonia ?

Gosto de andar todo dia de manhã no Aterro do Flamengo, que é a coisa mais linda do mundo. Olhar o Pão de Açúcar e o Parque é um presente de Deus. Curtindo o mar lindo e as montanhas você recarrega as baterias. É bom contemplar e ter o prazer da vida.

Qual o seu significado de realização ?

É a ter a certeza de que faz o melhor para você e para os outros. E ser reconhecida por isso

Você tem ou teve um mentor ?

Meu pai. Ele foi jornalista e resolveu que queria ajudar o país nas questões sociais. Ele lutou para criar a Funabem e ajudou a Sociedade Pestalozzi. Essa sua preocupação com o social me cativou. Ajudar o próximo e entende-lo como ele é, sabendo que a obrigação não é só com a gente, mas com a sociedade. Eu me preocupo em atender pessoalmente e disseminar a semente boa do respeito pelo outro, de ser cidadão.

Para ler mais sobre a entrevista com Tereza Costa D´Amaral, clique aqui!

>> Veja as entrevistas anteriores

Carlos Galvão, do Experta, entrevistou Tereza Costa D’Amaral.



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