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AUDREY HEPBURN
Por Raquel Silveira
O título do filme Bonequinha
de Luxo caiu como uma luva em Audrey Hepburn. Era a imagem que essa belga nascida no
dia 4 de Maio de 1929, na cidade de Bruxelas, passava para o mundo. Com um rosto angelical
e um ar desprotegido, Audrey encheu as telas de cinema de elegância. Mas, engana-se, quem
pensa que Eva Van Heemstra Hepburn - Ruston era uma mulher frágil. Muito pelo contrário,
ela era muito forte. Tanto que depois de passar uma infância e adolescência muito
difíceis deixou seu país para tornar-se atriz em Hollywood (ousadia para poucas!!) Ela e
sua família foram vítimas da 2ª Guerra Mundial. Nessa época, essa mulher espetacular,
chegou a passar fome.
Mas nada disso apagou o brilho dos grandes olhos castanhos. Olhos que fizeram muitos
outros revirarem quando ela passava!! Nem mesmo a magreza excessiva tirou a beleza de
Audrey. Muito pelo contrário, essas características foram o diferencial dessa bela
mulher. Naquele tempo, imperavam as "loironas" com corpos esculturais!!
Definitivamente, Audrey não pode ser comparada às estrelas de sua época. Na verdade
muitas não chegaram nem aos seus pés. Culta, simples e avessa ao glamour, ela foi mais
que uma atriz. Foi um ícone. Defensora de causas humanitárias ajudou as crianças pobres
da América do Sul e África. Nomeada mais tarde embaixadora da Unicef. Era freqüente ver
Hepburn fazendo visitas pela Etiópia.
A estréia em Hollywood ocorreu, em 1953, com o clássico A Princesa e o Plebeu.
Com esse longa-metragem Hepburn ganhou o Oscar de melhor atriz daquele ano. Outras
indicações também vieram com os filmes Uma Cruz a Beira do Abismo, Bonequinha de
Luxo e Um Clarão nas Trevas. Apesar da carreira bem sucedida após o nascimento
dos filhos, Hepburn abandonou o cinema.
O retorno, em grande estilo, só foi acontecer nove anos depois. Novamente Hepburn estava
em um filme que era a sua cara: ela representou um anjo em Além da Eternidade. O
filme encerrou a carreira de uma das mais brilhantes atrizes de Hollywood. Aos 63 anos,
vítima de câncer, o mundo chorou a ausência de umas das mais belas e refinadas mulheres
de que se tem notícia.
06/02/2001 - Maria Bonita
15/01/2001 - Chiquinha Gonzaga
05/12/2000 - Jacqueline Kennedy Onassis
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